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01/03/2010 - 08:45

Moçambique

Ex-ministro moçambicano condenado a 20 anos de prisão por crimes de corrupção

António Munguambe, ex-ministro dos Transportes e Comunicações, foi condenado a uma pena de 20 anos de cadeia e máximo de impostos.

Da Redação

Maputo - Os cinco co-réus que vinham sendo julgados por desvio de mais de 54 milhões de meticais dos cofres da empresa Aeroportos de Moçambique (ADM) foram sábado último condenados, pela 10ª- Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, a penas que variam de dois a 22 anos, de prisão maior, noticia hoje o jornal Notícias.

O acórdão, tornado publico pelo juiz Dimas Marrôa, obriga ainda os réus a pagar, solidariamente, uma indemnização à empresa, fixada em 90 milhões de meticais. O Tribunal decidiu ainda que todos os imóveis e outros bens devidamente identificados, comprados com dinheiro da empresa revertam a favor desta companhia.

O Ministério Público, que esteve representado nesta sessão, pelo procurador Miguel Cândido, mostra-se satisfeito com o acórdão, uma vez que as suas suspeitas ficaram provadas de que o grupo uniu-se e urdiu um plano para delapidar a empresa, roubando fundos do Estado.

Dos cinco advogados de defesa, apenas Filipe Sitoe, da ré Deolinda Matos, pondera não recorrer da sentença, justificando que a mesma adequa-se à sua estratégia de defesa. Para os advogados Abdul Gani (António Munguambe), Máximo Dias (Antenor Pereira), Vasconcelos Porto (Diodino Cambaza), e Damião Cumbane (António Bulande), mesmo respeitando a decisão do Tribunal, não concordam com a sentença e têm cinco dias úteis para recorrer. Caso não o façam, a mesma transita em julgado e os réus passam a cumpri-la na íntegra.

Diodino Cambaza, ex-PCA da ADM, foi condenado a uma pena de 22 anos de prisão, pagamento de três mil meticais de multa e dez anos de suspensão de direitos políticos.

António Munguambe, ex-ministro dos Transportes e Comunicações, ficou com uma pena de 20 anos de cadeia e máximo de impostos.

A sentença ditou ainda que Antenor Pereira, ex-administrador financeiro da ADM, deve cumprir 20 anos de prisão e oito anos de suspensão de direitos políticos, tendo a Deolinda Matos, ex-administradora-delegada da Sociedade Moçambicana de Serviços (SMS), sido lhe aplicada uma pena de dois anos e 15 dias de cadeia. Quem teve a menor pena foi António Bulande, antigo chefe de gabinete do ministro, a que lhe foram arbitrados dois anos de prisão.

3 comentários

  1. amilcar comentou:

    estes tipos sao ladroes isso ja nao se chama ganancia, que a justiça comece a chegar mais cedo e aumentem o tamanho das cadeias porque ainda faltam muitos perdidos mentalmente como esses

    Comentário publicado em 04.03.2010 às 12:32

  2. joana pires comentou:

    Com toudo respeito acho que se as coizas
    funsiona se assim em MOÇAMBIQUE irria mudar muito.izilda PORTUGAL

    Comentário publicado em 01.03.2010 às 12:29

  3. Helio Faindi comentou:

    Bem haja e seja bem vinda a brigada anti - corrupcao. Estes individuos roubaram e sacaram dos cofres do estado dinheiro vindo dos nossos impostos e que serviria para resolucao de um e outros problemas.
    Hoje foi o Ministerio dos Transportes e Comunicacao e tenho a plena certeza que o Povo Mocambicano quer ver o mesmo acontecer noutros ministerios. Saudacoes

    Comentário publicado em 01.03.2010 às 11:42

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