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10/03/2010 - 09:30

Brasil

Fundos portugueses têm no Brasil 18% do seu investimento externo em acções

Brasil foi o mercado onde a aplicação dos investidores lusos mais cresceu em fevereiro, somando agora quase 400 milhões de euros.

Jorge Horta

Lisboa - O Brasil continua a ser um mercado estratégico para os fundos de investimento portugueses, mostram os números da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). No final de fevereiro os fundos detinham 294,9 milhões de euros em acções do Bradesco, Itaú Unibanco e Petrobras, valor que corresponde a 18,3% de todo o capital investido pelos fundos lusos fora de Portugal.

O Bradesco, parceiro e accionista do Banco Espírito Santo (BES), continua a ser uma aposta central, valendo 275,7 milhões de euros na carteira global dos organismos de investimento colectivo acompanhados pela CMVM. Este valor é 1,2% superior ao do mês anterior.

Os fundos portugueses tinham ainda em fevereiro 6,8 milhões de euros aplicados nas acções da Petrobras cotadas nos Estados Unidos da América (ADR), 6,5 milhões de euros nos títulos ADR do Bradesco e 5,9 milhões de euros nos ADR do Itaú Unibanco. Estes investimentos equivalem a um recuo de 0,2% no caso da Petrobras e a aumentos de 4,6% no caso do Bradesco e de 1,7% no Itaú Unibanco.

A importância do Brasil para os investidores portugueses é confirmada pelo valor global aplicado (que inclui não só acções mas também outro tipo de valores mobiliários) pelos organismos portugueses no mercado brasileiro, que em fevereiro cresceu 14,5%, para 398,8 milhões de euros.

O Brasil foi o mercado em que o investimento dos organismos colectivos portugueses mais cresceu. O segundo maior crescimento foi o aumento de 12% do investimento na Holanda, para 237 milhões de euros. Houve ainda um crescimento de 9,1% nos investimentos nos Estados Unidos, que ascenderam a 346,4 milhões de euros. De resto apenas houve crescimentos de 5,5% no investimento em Espanha, de 4,7% em França e de 4,1% em Portugal.

O investimento dos fundos desceu em mercados como Luxemburgo, Reino Unido, Irlanda e Alemanha.

BES é a acção portuguesa preferida

A maior parte das aplicações dos fundos de investimento em Portugal estava em fevereiro no BES. Eram 170,4 milhões de euros, ou 22% do total investido em acções nacionais, segundo os dados da CMVM.

Semapa, Galp e Portugal Telecom foram outras acções que ficaram no topo da carteira dos fundos portugueses. Na lista das 10 acções mais presentes nessas carteiras estavam ainda a Zon Multimedia, a Brisa, o BCP, a Mota-Engil, a Sonaecom e a EDP.

No que diz respeito à maior entidade gestora, em fevereiro a liderança era do Santander Asset Management, com 731,8 milhões de euros de investimentos sob gestão, um crescimento mensal de 5,8% que manteve o Santander acima do segundo classificado, o BPI Gestão de Activos.

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